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O cigarro é considerado droga e doença

Atualizado: 26 de mai. de 2021

O cigarro é uma droga lícita no Brasil e é a causa das mais diversas doenças.


No mundo, existem milhões de pessoas que enfrentam quadros clínicos irreversíveis decorrente do uso do cigarro.


Ainda, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco é responsável por cerca de cinco milhões de mortes por ano no mundo.


Os números alarmantes não param por aí. O cigarro causa cinquenta vezes mais mortes que as drogas ilícitas.


Não somente isso, a perspectiva de vida dos fumantes também é reduzida em um minuto, a cada minuto que estes passam fumando.


O cigarro é constituído por substâncias que podem afetar de diversas formas não apenas quem o consome. Isso porque os fumantes passivos são as pessoas que sofrem as consequências junto com o fumante.


Continue a leitura e entenda melhor sobre as desastrosas consequências do tabagismo.


A composição do cigarro

O primeiro ponto que devemos entender antes de discutir acerca das consequências do uso do cigarro, é a sua composição.


O cigarro é constituído por um material que o envolve, como papel fino, contendo em seu interior tabaco, sendo este o seu principal componente.


O Tabaco é um produto agrícola processado a partir das folhas de plantas do gênero Nicotiana.


Esse produto é consumido como uma droga recreativa sob a forma de cigarro, charuto, cachimbo, rapé, narguilé, charro ou fumo mascado.


Ainda, o tabaco é constituído por inúmeras substâncias, acredita-se que mais de 3.800 compostos químicos estejam presentes dele.


Durante o processo de fabricação do cigarro são adicionados outros materiais que carregam ainda mais a toxicidade. Isso porque os aditivos do cigarro são considerados cancerígenos. Entre eles podemos citar o formaldeído, benzeno, cádmio, níquel, chumbo, entre outras.


Nesse cenário, o produto resultante de sua queima, apresenta cerca de 4000 compostos químicos.


Dentre tantas substâncias, a nicotina é o principal componente do cigarro. Essa componente pode ser altamente tóxica, visto que apresenta uma fácil absorção pelo trato respiratório e até mesmo pela pele. Nesse sentido, a nicotina é rapidamente distribuída, podendo inclusive atravessar a parede placentária.


O que causa a dependência do cigarro?

Dentre todas as substancias presentes no cigarro, é a nicotina a grande causadora de dependência.


Essa substância é psicoativa, visto que produz a sensação de prazer, o que pode induzir ao abuso e à dependência.


A dependência à nicotina é incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde - (CID).


O consumo de cigarro traz alterações no Sistema Nervoso Central, modificando assim o estado emocional e comportamental dos indivíduos. Nesse sentido, o produto age da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool.


Com a inalação contínua, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Dessa forma, a dependência do cigarro é decorrente ao fácil poder que o corpo tem em tolerar cada vez mais, quantidades mais altas de nicotina.


Assim, com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros.


O caminho do cigarro no corpo


Ao fumar um cigarro, a fumaça é inalada para os pulmões e se distribui no sistema circulatório fazendo com que a nicotina chegue de 7 a 19 segundos ao cérebro.

Como o fluxo sanguíneo capilar pulmonar é rápido, todo o volume de sangue do corpo percorre os pulmões em um minuto.

Dessa forma, as substâncias inaladas pelos pulmões espalham-se pelo organismo com uma velocidade quase igual à de substâncias introduzidas por uma injeção intravenosa.

Ao circular no corpo, a nicotina pode aumentar a frequência cardíaca, pressão arterial e da frequência respiratória. Assim, alguns indivíduos sentem-se estimulados.


De forma simplificada, a nicotina atua no sistema nervoso central por meio da liberação da dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e recompensa, o que acaba desencadeando a dependência.


O tabagismo

O tabagismo (dependência de nicotina) está inserido na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial de Saúde como uma doença crônica.


Não somente, tabagismo é a causadora de diversas doenças, não apenas nos fumantes diretos. Os chamados fumantes passivos, sofrem as consequências e enfermidades advindas das substâncias.


Os principais fumantes passivos são mulheres e crianças. Estes, têm cerca de 30% de chances de desenvolverem câncer de pulmão e cerca de 25% de chances de desenvolverem doenças cardiovasculares, em relação a pessoas que não são expostas.


Doenças relacionadas ao tabagismo


O consumo do cigarro apresenta alterações em todo o sistema do fumante. Nesse sentido, podem ser desenvolvidas, entre outras, as seguintes doenças:


Câncer

Como câncer de laringe, fígado, estômago, bexiga, pâncreas, entre outros. Vale salientar que 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em indivíduos que fazem uso de cigarro.


Doenças cardiovasculares

Em especial o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).


Doenças pulmonares

Como enfisema pulmonar, além do câncer, já citado.


Doença periodontal

Principalmente inflamação e perda óssea. Os fumantes têm maior acúmulo de placa que não-fumantes. Além disso as bactérias presentes nessa placa são mais agressivas, podendo causar formas mais graves de doença periodontal.


Distúrbios sexuais

Enquanto os homens podem desenvolver problemas de ereção, as mulheres fumantes estão mais propensas a terem dificuldade em sentir prazer durante o ato sexual.


Somente no Brasil, estima-se que, a cada ano, 157 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo.


Isso porque os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes.

Além das doenças citadas, as substâncias presentes no cigarro afetam inclusive aspectos físicos do fumante.


Estes indivíduos apresentam menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes.


Não somente, fumantes têm uma maior propensão a envelhecem mais rapidamente, apresentando cabelos opacos, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo.


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