Eu posso fazer uma cirurgia sendo fumante?

Atualizado: 25 de mai. de 2021

Milhares de fumantes fazem cirurgias eletivas todos os anos, principalmente estéticas. Muitos ignoram os perigos de passar por esses procedimentos sem antes interromper o uso do cigarro. Como consequência disso, o fumante pode apresentar complicações simples e graves, e até mesmo sofrer danos irreversíveis.

E esses efeitos não são exclusividade do cigarro. Os demais produtos que contém nicotina e outras substâncias tóxicas também são prejudiciais em operações, tais como: cigarro eletrônico, narguilé e tabaco orgânico.

Os malefícios de fumar estão estampados nas carteiras de cigarro, por isso, todo tabagista sabe muito bem dos riscos que corre. Embora muitos evitem olhar para as embalagens, isso não fará com que os prejuízos causados pelo mal hábito desapareça.

Por causa disso, é bastante comum que as pessoas fiquem preocupadas diante da necessidade ou vontade de fazer um procedimento cirúrgico. Por isso, uma dúvida bastante frequente é: “Eu posso fazer uma cirurgia sendo fumante?”

Vamos começar pela resposta mais simples... Se for uma cirurgia de emergência, você não terá outra opção!

No entanto, para cirurgias eletivas existem algumas recomendações essenciais para garantir um procedimento com maior segurança. Continue a leitura para saber quais são.


Qual o problema em fazer uma cirurgia sendo fumante?


Um procedimento cirúrgico traz inúmeros riscos não só para a pessoa que fuma, mas também para os considerados fumantes passivos, principalmente se houver a necessidade de anestesia. Conheça os motivos:

● Uma pessoa que fuma tem maiores chances de desenvolver complicações respiratórias ou cardiovasculares durante cirurgias que exigem anestesia.


● O cigarro prejudica o pleno funcionamento do sistema respiratório. Por isso, as probabilidades de redução de níveis de oxigênio no sangue e do acúmulo de substâncias tóxicas no organismo são maiores. Esses fatores impactam diretamente na segurança do paciente durante o procedimento e aplicação da anestesia.


● Pacientes que não param de fumar antes de procedimentos cirúrgicos correm maior risco de fechamento de brônquios do pulmão e de sofrer complicações respiratórias mais graves.


● Conforme nós mencionamos no artigo sobre os impactos do cigarro para a pele, por causa das inúmeras substâncias tóxicas presentes na composição do cigarro, os fumantes tem maior dificuldade de cicatrização de machucados e feridas. E isso também afeta a recuperação depois de cirurgias. Quem fuma até um maço por dia tem três vezes mais chance de ter necrose na pele.


● Por causa da nicotina presente no cigarro, o processo de reparação óssea é prejudicado.


● Quem fuma tem probabilidade seis vezes maior de ter infecção na cicatriz pós-operatória.


● O cigarro aumenta as chances de cicatriz hipertrófica e queloide. A primeira tem uma aparência elevada na pele, mas não chega a ultrapassar as margens da cicatriz. A segunda geralmente ultrapassa o limite do trauma e cria pele além do corte da cirurgia, que pode continuar crescendo por anos. Os dois casos podem ser algo prejudicial para a sua autoestima se a sua intenção for fazer uma cirurgia estética, afinal, ninguém quer ficar com marcas evidentes na região.


Mas eu posso fazer uma cirurgia sendo fumante, ou não?

Em algumas situações a pessoa deseja fazer uma cirurgia estética, então mesmo sabendo dos riscos ainda fica a dúvida: eu posso fazer uma cirurgia sendo fumante?

A verdade é que você pode sim fazer um procedimento cirúrgico caso queira, no entanto, é preciso ter alguns cuidados para garantir ao máximo a segurança no pré e pós-operatório. Confira abaixo:

É altamente recomendado parar de fumar antes da operação.

Quem vai definir o tempo de interrupção do hábito é o seu médico cirurgião. Mas no geral, vai variar de acordo com o tipo de cirurgia que vai ser feita e a sua duração.

Quanto mais complexo for o procedimento, maior deve ser o período sem fumar. Em cirurgias mais simples o consumo de cigarro deve ser interrompido por no mínimo um mês antes do procedimento. Em situações mais delicadas esse prazo pode ser de até seis meses.

Não voltar a fumar após a cirurgia reduz os riscos de complicações pós-cirúrgicas.

Conforme citamos anteriormente, o hábito de fumar pode prejudicar a sua recuperação após uma cirurgia. A cicatriz pode infeccionar, o processo de reparação óssea demora mais e a cicatrização também.

Por isso, é fortemente indicado que você continue sem fumar até estar completamente recuperado.


Informações importantes!


O médico cirurgião é o responsável por alertar e recomendar a interrupção do hábito antes e após o procedimentos cirúrgico. Mas nem todos fazem...

Por isso o fumante deve ter consciência do seu fator de risco e tomar os cuidados necessários.

Em caso de cirurgias eletivas, é importantíssimo conversar com o médico e pegar referências do profissional com outras pessoas até se sentir seguro para realizar a operação.

Jamais faça cirurgias estéticas em clínicas clandestinas, pois as chances de complicações são consideravelmente maiores.

Também é importantíssimo que você não esconda informações do seu médico, principalmente sobre o seu vício em cigarro.

Quando o paciente é fumante, pode ser necessário procedimentos diferentes antes, durante e depois da cirurgia. Algumas vezes podem ser prescritos medicamentos que normalmente não seriam em situações que a pessoa não é fumante.

Omitir o seu tabagismo pode prejudicar o trabalho do cirurgião, impactar negativamente no resultado da sua operação e até mesmo prejudicar a sua saúde.


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O programa Dei Um Tempo foi desenvolvido por especialistas para auxiliar a ressignificar a sua relação com o cigarro.

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● Você pode fazer a Jornada da Preparação, com duração de 7 dias.

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