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Erros que se cometem ao parar de beber

Atualizado: 26 de mai. de 2021

Se distanciar de hábitos ruins em nossas vidas muitas vezes pode parecer um desafio imenso, e é comum cometer muitos erros nesse caminho.


Para quem tem vício em bebida alcoólica, por exemplo, nem sempre o objetivo final é o álcool em si, e sim os efeitos que ele proporciona.


Esse é o momento em que você deve se questionar: Qual é a raiz do meu problema?


A causa da dependência na bebida é, geralmente, devido ao poder do álcool de proporcionar sensação de alívio ou a possibilidade de esquecer problemas momentaneamente.


Ao passo que a pessoa pensa sobre a raiz do problema, deve-se utilizar também como motivação os benefícios de dar um tempo com a bebida. Em síntese, são inúmeros os ganhos, podendo atingir tocantes da vida a nível de saúde, relacionamento, autoconhecimento e financeiro.


Acompanhe a leitura e descubra quais são os erros que você provavelmente está cometendo ao tentar parar de beber.


Não perceber outros ganhos

Na Inglaterra, o “Dry January” uma campanha anual mobiliza pessoas a passarem os 31 dias de janeiro sem ingerir bebidas alcoólicas. Com a campanha, a Universidade de Sussex realizou uma análise de dados, e revelou que os participantes alegam melhora do sono, economia de dinheiro e perda de peso.


A pesquisa ocorreu através de um aplicativo, onde os participantes acompanham seu desempenho, registrando as mudanças sentidas no processo.


Assim, o estudo da universidade britânica pediu para 816 pessoas que fizeram parte da experiência em 2018 preencherem um formulário online.


Os resultados revelados pelos pesquisadores foram:

  • 88% dos indivíduos economizaram dinheiro;

  • 71% passaram a dormir melhor;

  • 70% relataram uma melhora geral na saúde;

  • 67% se sentiram mais dispostos;

  • 58% perderam peso;

  • 57% aprimoraram a concentração;

  • 54% observaram melhorias para a pele .


Além dos benefícios registrados, de acordo com Angelica Grecco, nutricionista do Instituto EndoVitta, o organismo pode se beneficiar nos seguintes níveis:


  • Redução da gordura no fígado, visto que a bebida alcoólica é metabolizada no fígado e armazenada em forma de gordura.

  • Redução da retenção de líquidos, pois ao deixar de beber a retenção de líquidos provocada pelo álcool é revertida.

  • Diminuição do risco de desnutrição devido ao fato que pessoas etilistas não sentem fome e acabam substituindo a comida pela bebida, o que pode acarretar em uma falta de nutrientes importantes para o organismo.


Lapsos fazem parte do processo

O segundo erro comum cometido por quem tem o desejo de parar de beber é não aceitar que os lapsos fazem parte do processo.


O lapso é um ato isolado que ocorre quando o indivíduo é exposto a situações de risco, como a dificuldade em lidar com eventos de tristeza, angústia, humilhação, saudade ou felicidade, por exemplo.


Não se esqueça que o deslize faz parte de um processo transicional, e não pode ser definido como uma recaída. Tendo em vista que é uma ação comum durante a recuperação, a pessoa não deve sentir-se mal e achar que não deveria ter “recaído”. Nesse sentido, é imprescindível ajudá-la a perceber que isto é uma mentira.


Não comunicar seu compromisso

Se você está disposto a abandonar o vício da bebida, é importante que outras pessoas estejam envolvidas nesse processo. Assim, com apoio, é mais difícil passar por um desânimo no tratamento ou ter uma recaída.


Quando amigos próximos e familiares estão empenhados em ajudar, é possível que a pessoa ouça mais. Com isso, o dependente começa a dar maior importância para a questão, reconhecendo o vício.


Nesse contexto, é fundamental saber conversar com o dependente sem julgar, sem criticar, no lugar e momento certos. Por isso, um profissional a ser considerado nessa trajetória é o psicólogo.


O psicólogo tem papel reforçador na intenção de ouvir e instruir o dependente, para este volte a ter um convívio normal, voltar a se relacionar e se comportar.


Na maioria das vezes, o dependente do álcool se mostra muito resistente à terapia, e não assume que é dependente e que precisa de ajuda.


Não perceber os sentimentos

O consumo do álcool funciona, para muitas pessoas, como um curativo para problemas internos.


Quando entra na corrente sanguínea, o álcool mexe diretamente com o cérebro, fazendo com que o indivíduo sinta uma espécie de euforia e alegria. Assim, de certa forma, a substância funciona como um conforto devido ao fato de esquecer os problemas.


Depender do álcool para sanar momentaneamente os sentimentos ruins que são difíceis de manter dentro de si é um grande erro.


Por isso, como forma de autocuidado, perceba se você passa pelas seguintes situações com recorrência:


  • Humor alterado;

  • Dificuldade para relaxar;

  • Irritabilidade e impaciência;

  • Mente constantemente agitada;

  • Cansaço físico excessivo e esgotamento mental;

  • Preocupação excessiva;

  • Muita dificuldade para controlar pensamentos acelerados;

  • Sinais de angústia, apreensão e expectativa negativa quanto ao futuro;

  • Dificuldade de concentração e desmotivação para cumprir os compromissos.


Ao entender os seus sentimentos, você está menos suscetível a ter recaídas. Isso porque você procurará outra forma de sanar seu problema sem o uso da bebida alcoólica.


Não dar atenção para os sintomas de ansiedade e depressão

Os sintomas e características desses distúrbios variam de acordo com o estado emocional da pessoa, podendo afetar homens e mulheres.


De forma geral, a ansiedade tem como sinais mais evidentes a preocupação intensa, excessiva e persistente e medo de situações cotidianas. Fisicamente pode ocorrer aumento da frequência cardíaca, respiração rápida, sudorese e sensação de cansaço.


Já a depressão é um conjunto de condições associadas à elevação ou ao rebaixamento do humor, como depressão ou transtorno bipolar.


De acordo com a psiquiatra Ana Claudia Ducati (CRM: 150.562) “A ingestão intensa de álcool ao longo de vários dias resulta em muitos dos sintomas observados no quadro depressivo”.


Não há dúvidas que o uso do álcool é uma válvula de escape, funcionando como automedicação para pacientes com sintomas desses distúrbios. Isso porque essas pessoas se sentem “anestesiadas” ao se embriagar, e essa é uma forma fácil de fugir dos sintomas da ansiedade e depressão.


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