Ela achava que era normal começar a beber na manhã do sábado e parar apenas no domingo.

Atualizado: 31 de out. de 2021

O problema é que não ficou somente nos finais de semana.


Era mais do que normal para mim. Eu conseguia me controlar durante a semana, mas aguardava ansiosa o final de semana para começar a beber.


Meu nome é Marta, sou casada, tenho 43 anos, um filho e eu adoro cozinhar. Por volta das 11 horas do sábado eu iniciava os trabalhos na cozinha com minha primeira latinha de cerveja na mão. Adorava o ritual. Meu marido achava que eu começava muito cedo. Como ele dorme até tarde nos finais de semana, quando acordava para tomar café eu já estava na terceira latinha e com o almoço quase pronto.


Eu nunca tive problemas para beber cerveja durante as refeições e nunca gostei muito de dormir a tarde, então eu só parava às 11 da noite, quando não aguentava mais. Cheguei a contar ter tomado mais de 20 latas de cerveja em um único dia.


Eu nunca achei que era muito porque não ficava bêbada. No máximo, um pouco alegre.

No domingo, acordava de ressaca. Era horrível. Cabeça pesada e indisposição geral. E mesmo assim o ritual se repetia, afinal eu achava que o melhor para cuidar da ressaca era beber novamente. Quanta loucura!


Eu me dei conta de que algo estava errado quando um certo dia, voltando do escritório para casa, senti vontade de parar em um bar e tomar uma latinha. Tinha sido um dia pesado para mim. Briguei com uma colega da empresa que queria tomar o meu lugar e achei que estava “no direito” de beber uma cerveja para relaxar. Não foi apenas uma. Foram várias. Quando percebi, já estava sentada por uma hora no bar com umas 4 latinhas vazias em cima da mesa. Pedi a conta e fui embora, até um pouco assustada com aquela cena.


Naquela mesma semana, passando em frente ao mesmo bar tive muita vontade de parar novamente, mas resisti. Não adiantou muito porque quando cheguei em casa vi algumas latinhas na geladeira e abri uma, pensando que seria uma só. Não foram. Naquele dia meu marido estava viajando e eu tomei todas que estavam geladas. Só não sai para comprar mais porque meu filho notou e questionou: “Mãe, você está bebendo na quarta-feira?” Lembro-me que fiquei uma “onça” com ele: disse que ele não deveria se meter na minha vida, que quem pagava as contas era eu, etc.


Mas ele estava certo. Desta data em diante eu não bebia mais apenas aos finais de semana. Comecei a beber quase todos os dias e sempre bebia muito, porque não conseguia parar com apenas uma lata de cerveja.


Com isso minha irritação foi aumentando, meu sorriso diminuindo e minha paciência se esgotando. Meu marido começou uma guerra comigo contra a bebida. Disse que se eu não me cuidasse viraria uma alcoólatra. Mal sabia ele (e eu) que eu já era.

Percebi que tudo na minha vida foi dando errado. E eu cada vez gastando mais com a bebida e me afundando nas mágoas e entrei em depressão.


Um dia estava vendo meu feed do Instagram e apareceu uma propaganda do Dei um Tempo. Percebi que era um processo interessante, que ajudava as pessoas a ter uma nova relação com a bebida. Eu não queria parar, eu gostava de beber. Mas tinha consciência de que estava me fazendo mal e que deveria mudar este hábito.


Resolvi entrar na jornada e a primeira coisa que me chamou a atenção foi o número de mulheres que tinham uma história quase idêntica à minha. Na rede social do aplicativo a gente troca muita informação e um apoia o outro. Acho que me encontrei neste projeto.


Deixei a bebida, aprendi muito sobre mim mesmo, sobre as coisas que me levavam a beber, descobri a diversão sem o álcool, fiz novas amizades e tenho hoje uma relação saudável com todos ao meu redor. Sei que a bebida não é para mim, mas ainda estou dando um tempo. Não resolvi se quero voltar ou não, mas se voltar tenho plena consciência do que pode vir junto com ela para a minha vida.


Se você se identificou com a Marta, saiba que ela é uma personagem fictícia, mas seus relatos foram extraídos de histórias absolutamente verdadeiras e comuns nas redes sociais do Dei um Tempo por pessoas reais, que vivem diariamente estes problemas e que lá estão.


Você não está sozinha nesta luta. E nós podemos ajudar você. Não perca tempo e clique aqui para conhecer mais como sair dessa e como funciona nosso método. Sua privacidade é totalmente reservada e você não precisa contar a ninguém que está se cuidando conosco.



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