Consumo de cigarro aumentou durante pandemia de COVID-19

Atualizado: 26 de mai. de 2021

De acordo com um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas, 34,3% dos que se declararam fumantes passaram a consumir mais cigarros por dia durante o período de isolamento social: 22,8% aumentaram em dez, 6,4% em até cinco e 5,1% em 20 ou mais cigarros.


Diversos são os motivos levam ao aumento do consumo de cigarros em meio à crise.


No entanto, as causas apontadas pelo estudo estavam relacionadas com ansiedade, tristeza e depressão.


Infelizmente, essa é uma solução temporária e com muitos prejuízos, tendo em vista que o consumo de cigarro pode trazer inúmeros malefícios para a saúde.


Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia e, portanto, precisa ser combatido.


Confira a seguir os principais danos que o hábito de fumar pode causar.


Conheça os malefícios do cigarro

Quando o fumante dá uma tragada no cigarro, ele inala mais de 4.720 substâncias tóxicas e mais de 40 substâncias cancerígenas.


Sendo assim, não deve ser surpresa para ninguém que o tabagismo esteja relacionado com cerca de 50 doenças, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).


Além disso, estima-se que todos os anos em torno de 157 mil pessoas morram precocemente por causa de doenças ocasionadas pelo hábito de fumar.


E o que muita gente esquece, é que os malefícios do cigarro não são restritos à saúde. Fumar também traz prejuízos econômicos, sociais e estéticos.


Veja os principais efeitos negativos causados pelo consumo de cigarros:

  • O hábito de fumar aumenta as chances de desenvolver alguns tipos de câncer, tais como: pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia;

  • O cigarro eleva as chances de doenças do aparelho respiratório como enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma e infecções relacionadas, por exemplo;

  • Ele também pode favorecer o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tais como angina e infarto agudo do miocárdio.

  • Fumar pode causar úlcera gástrica;

  • A osteoporose também está relacionada com o uso de cigarros;

  • A catarata pode ser outra consequência do tabagismo;

  • O hábito de fumar pode causar impotência sexual no homem e como consequência problemas emocionais;

  • As mulheres fumantes podem sofrer com infertilidade;

  • Além disso, o cigarro pode causar menopausa precoce e complicações durante a gestação;

  • Por causa das toxinas, o hábito de fumar também causa envelhecimento precoce da pele;

  • Também podem surgir manchas na pele;

  • Os dentes ficam mais amarelados;

  • O fumante tem menor resistência física;

  • O cigarro pode causar mal cheiro;

  • Os cabelos ficam opacos;

  • Por causa de todas as doenças relacionadas, o hábito de fumar pode acabar afetando o desempenho do fumante no trabalho.

A preocupação não é apenas com os fumantes

Conforme vimos anteriormente, o número de pessoas que passaram a fumar mais durante a pandemia aumentou consideravelmente.


No entanto, a preocupação com a saúde não é restrita a eles, tendo em vista que esse aumento também afeta os chamados fumantes passivos.


Os fumantes passivos são as pessoas que estão próximas de outras enquanto elas estão fumando.


Mesmo que não estejam fazendo uso do cigarro, elas também podem ser prejudicadas pois acabam inalando a fumaça prejudicial, ainda que sem querer.


Ainda, conforme aponta o INCA, a fumaça que sai do cigarro e se espalha no ambiente possui três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a que o fumante está inalando.


Isso significa que a pessoa que está sofrendo com o tabagismo não está prejudicando apenas a si própria, mas também aos indivíduos que estão ao seu redor, tais como familiares e amigos.


O riscos do tabagismo em relação ao COVID-19

Um estudo revela que fumantes têm 45% mais chances de complicações com a Covid-19.


Em primeiro lugar, o hábito de fumar eleva as chances de contrair COVID-19 pois as pessoas que fumam estão com as mãos constantemente perto da boca.


Além disso, os fumantes correm maiores riscos de apresentarem os sintomas graves do novo coronavírus. Isso porque eles normalmente já sofrem com sintomas como tosses, rouquidão, dificuldades para respirar e até quadros de pneumonias frequentes.


Entre os pacientes com pneumonia causada por COVID-19, as chances de progressão da doença para suas formas mais graves, com insuficiência respiratória e morte, foram 14 vezes maiores entre fumantes do que entre não fumantes


Tudo isso pode fazer com que os fumantes infectados demorem mais tempo para se recuperar.


Sendo assim, podemos incluir mais um item na lista de malefícios do cigarro: O risco de complicações em caso de infecção por COVID-19.


Cuidado com as Fake News

As Fake News são as notícias falsas que circulam pela internet e são rapidamente disseminadas e tomadas como verdade.


Foram compartilhados alguns estudos que sugerem que o cigarro possui ação protetora contra o novo coronavírus.


No entanto, conforme matéria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, existem falhas nesses estudos. Além disso, conflitos de interesses foram identificados, ou seja, há presença de vínculos entre os autores e as fábricas de cigarro.


E essas informações podem ter sido uma das causas para o aumento expressivo do tabagismo durante a pandemia.


Considerações finais

Como foi possível perceber ao longo do artigo, a pandemia do novo coronavírus fez com que as pessoas aumentassem o consumo de cigarros. Como consequência disso, as chances de desenvolver alguma doença relacionada com o tabagismo também aumentou.


Mas além de trazer incontáveis prejuízos para a saúde, o hábito de fumar também afeta a aparência, causando problemas de autoestima.


Também vale ressaltar que alguns dos malefícios do cigarro são irreversíveis, isso significa que mesmo após parar de fumar os danos causados não podem ser restaurados.


Por isso, é importante largar o mal hábito o quanto antes, preservando a saúde enquanto há tempo.


Você faz parte da porcentagem de pessoas que aumentou o consumo de cigarros durante a pandemia?


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¹esse é um método internacionalmente reconhecido para identificar dificuldades na relação com o tabaco.

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