Bonita, inteligente e bem sucedida, ela não entendia porque não arrumava um cara legal para namorar.

Atualizado: 1 de nov. de 2021

Mal sabia ela que era a própria atitude com a bebida que espantava os rapazes.


Meus relacionamentos sempre foram intensos e curtos. Regados a muita balada, muito barzinho, muita bebida e muito ciúmes. Daqueles que a gente praticamente casa depois de uma semana que se conhece, sabe?


Meu nome é Valéria, tenho 34 anos, sou solteira e trabalho como executiva de marketing em uma multinacional. Eu sou carente e ponto. Queria sempre dormir na casa dele, quando não o fazia dormir na minha. O que importa era estarmos juntos. Com isso o espaço de cada um ia se esgotando e principalmente eu ia ficando incomodada com a relação, até começarem as brigas e a gente se separar de vez.


Esse caso se repetiu algumas vezes, com vários rapazes diferentes. A primeira coisa que descobri é que essas relações nasciam em um bar ou balada, sempre regadas a muita bebida alcoólica. Eu sempre gostei de beber e minhas amigas sabem que eu não sei parar. Quando começo vou até dar “perda total”. E o PT era total mesmo.


Quantas vezes não tive amnésia alcoólica e acordei no dia seguinte, seja na minha casa com alguém que não conhecia a meu lado, ou na casa de alguém desconhecido. É fato que me dava um certo medo estar nesta situação, mas eu tenho uma certa inclinação para situações perigosas. Já provei de tudo. Não me arrependia, na verdade até achava o máximo eu ser como era.

Até que a minha vida começou a ficar 100% dependente do álcool. Eu acordava pensando onde iríamos beber a noite. Saia para almoçar em restaurantes mais distantes da empresa para tomar uma cerveja nos dias quentes e não ser vista por ninguém, chegava em casa com a cerveja na mão e quando ela acabava já abria uma garrafa de vinho, que ia até o final, mesmo quando estava sozinha.


Até que um dia minha vida realmente ficou difícil e aquele sentimento de prazer do perigo se transformou em um pesadelo.


Marquei um encontro com um cara que eu estava conversando no Tinder e saímos. Quando ele chegou, eu não curti muito o jeito dele nem o aspecto físico. “Vou sair só para curtir a noite com uma companhia e depois volto pra casa”, pensei. Mas fomos para uma balada e ele percebeu que eu era de beber bem. Tomamos todas (ou pelo menos eu bebi, afinal não sei o que ele estava bebendo depois de certo momento). Já não me lembro nem como deixei a balada.


Este foi o pior dia da minha vida. Acordei despida na minha casa, deitada na minha própria cama e cheia de marcas de agressão física. Certamente havia sido violentada e o cara nem estava mais lá. Tinha bebida por toda a parte, as que eu tomei antes de sair e as que possivelmente tomamos quando voltamos. E aí que vem a parte que mais me chocou. Havia copos com batons de mulheres, sendo que eu não havia recebido nenhuma amiga na minha casa naquele dia. “O que aconteceu aqui?”, eu questionava.


Me senti um lixo. Principalmente pelo fato de não haver mais ninguém no apartamento. E eu não queria ligar para o rapaz de tanta vergonha que eu estava sentindo.

Tomei um banho e organizei a casa para ver se não haviam me roubado nada, e eu não parava de chorar. Aquilo não estava certo e eu precisava encontrar um jeito para que nunca mais acontecesse. E a primeira coisa a fazer era deixar de beber, pois eu não podia mais sair do meu juízo.


Digitei no Google: “parar de beber definitivamente” e a primeira coisa que apareceu foi um anúncio da Dei um Tempo que dizia “Está perdendo o controle com a bebida? Junte-se a nós que podemos te ajudar.” Aquela frase parecia ter sido escrita para mim.


Entrei no site, gostei do método, tirei minhas dúvidas pelo WhatsApp e estou terminando minha jornada de 90 dias sem colocar uma gota de álcool na boca.


O que eu ganhei até aqui? A minha vida de volta.


Descobri que o álcool está presente na minha vida desde quando eu era muito pequena, identifiquei os gatilhos que me fazem querer viver essa emoção descontrolada, resgatei as forças que tenho dentro de mim para substituir por atividades melhores e menos perigosas, encontrei diversão sem o álcool e fiz inúmeros novos amigos na academia e no grupo de corrida que me inscrevi. Isso sem falar que perdi peso, estou muito mais disposta e meu rendimento no trabalho melhorou.


Descobri que a própria bebida só atraia gente ruim para meu lado. Foi deixar ela de lado e já conheci um moço totalmente diferente dos que passavam na minha vida. Ele também não bebe e estamos nos preparando para correr uma maratona no exterior.

O Dei um Tempo foi sem dúvida o empurrão que eu precisava para descobrir o que há de melhor em mim. E os meus colegas de jornada foram incríveis comigo desde o começo. O feed da rede social do D1T é melhor que Facebook ou Instagram, por uma só razão: o que vemos ali é vida real, sem histórias ou disfarces, somente com gente que entende um ao outro e quer ajudar. Cada vez que eu entrava na dúvida, meus colegas não me deixavam “jogar a toalha”.


Não vou beber mais porque todas as vezes que penso no álcool me vem aquela cena da minha casa, em que até hoje não sei o que aconteceu, pois a vergonha não me permitiu perguntar nem para o rapaz, que obviamente nunca mais vi, e muito menos para o porteiro do meu prédio.


Estou vivendo minha melhor versão e dela eu não abro mão.



Se você se identificou com a Valéria, saiba que ela é uma personagem fictícia, mas seus relatos foram extraídos de várias histórias absolutamente verdadeiras e comuns nas redes sociais do Dei um Tempo por pessoas reais, que vivem diariamente esses problemas e que lá estão.


Você não está sozinha nesta luta. E nós podemos ajudar você. Não perca tempo e clique aqui para conhecer mais como sair dessa e como funciona nosso método. Sua privacidade é totalmente reservada e você não precisa contar a ninguém que está se cuidando conosco.



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